A Seleção Brasileira chega para a sua vigésima-terceira Copa do Mundo, sendo a única seleção a disputar todos os mundiais da história.
Sem dúvidas, trata-se da camisa mais pesada quando se fala em Copa do Mundo, ostentando cinco estrelas acima do distintivo da CBF.
Porém, o Brasil não chega como líder na lista de favoritos para o título da Copa do Mundo de 2026.
Há 24 anos sem levantar a taça, o Brasil chega com desconfiança por parte dos analistas e dos torcedores, mas com certa valorização do mercado de apostas.
Veja agora um resumo sobre a situação do Brasil para disputar o Mundial de 2026!
Raio-x do Brasil para a Copa do Mundo de 2026
| Aspecto | Análise |
|---|---|
| Ataque | Muito técnico, móvel e baseado em velocidade pelos lados |
| Defesa | Forte individualmente, mas ainda vulnerável em transições defensivas |
| Transição | Uma das principais armas da equipe, acelerando rapidamente após recuperar a bola |
| Intensidade | Time agressivo na pressão pós-perda e com alta rotação ofensiva |
| Principal virtude | Qualidade individual dos jogadores no setor ofensivo |
| Principal problema | Oscilações táticas e dificuldade para controlar emocionalmente alguns jogos |
| Contra seleções fortes | Costuma alternar pressão alta com momentos de bloco médio para explorar espaços |
| Perfil do elenco | Elenco estrelado, técnico e com jogadores atuando nos maiores clubes da Europa |
Como o Brasil chegou até a Copa?
A Seleção Brasileira fez uma campanha mediana nas Eliminatórias da CONMEBOL, ficando apenas em 5º lugar, atrás de Argentina, Equador, Colômbia e Uruguai.
Brasil sofreu um pouco no começo, mas conseguiu se classificar sem grande sufoco para a Copa do Mundo de 2026.
O time venceu 8 jogos, empatou 4 e perdeu 6 partidas, marcando 24 gols e sofrendo 17.
No final, o país ficou 8 pontos à frente da Bolívia, que disputou a repescagem. Dessa maneira, não teve o melhor desempenho, mas também não sofreu tanto assim.
As trocas de treinadores
O Brasil começou o ciclo de Copa do Mundo, após a eliminação no Qatar contra a Croácia, com a saída do técnico Tite.
Em 2023, ainda sem decidir sobre o treinador, a CBF anunciou Ramon Menezes como interino. Já em julho, trouxe Fernando Diniz, também como interino.
O interessante é que Diniz dividiu o cargo com o posto de treinador do Fluminense, onde foi campeão da Copa Libertadores da América.
Em janeiro de 2024, a Seleção anunciou Dorival Júnior como técnico. Sem os resultados esperados, o treinador foi demitido.
A chegada de Carlo Ancelotti
Em maio de 2025, a CBF anunciou a chegada de Carlo Ancelotti, marcando o primeiro treinador estrangeiro na atual era moderna do futebol.
O treinador deixou o Real Madrid ao fim da temporada europeia, tendo pouco mais de um ano para treinar o time para a Copa do Mundo.
Ancelotti teve um pouco mais de um ano de trabalho na Seleção Brasileira até a Copa do Mundo, mas empresta toda a sua experiência para a pentacampeã.
Portanto, o ciclo brasileiro para a Copa foi extremamente bagunçado, com vários treinadores no posto e sem muito tempo para treinar.
O Brasil chega confiando na experiência de Ancelotti para organizar o grupo, mas sem o intervalo de tempo necessário para conhecer o elenco e dar mais confiança para o torcedor.
Os testes e o nível de enfrentamento
Desde 2006, o Brasil vem sendo eliminado por seleções europeias, o que colocou em cheque o nível de enfrentamento no futebol sul-americano.
Por isso, ao longo do ciclo, o Brasil fez amistosos contra França, Croácia, Espanha e Inglaterra.
O time venceu os ingleses e os croatas, empatou com os espanhóis e perdeu para os franceses.
Outro problema é a Argentina. O Brasil não vence os atuais campeões do mundo de 2019, tratando-se do principal rival no continente.
Como o Brasil joga?
O Brasil vive um momento de transição tática, tentando depender menos do talento individual e investindo mais em ocupação de espaço e busca por pressão.
Assim, Carlo Ancelotti vem utilizando uma base tática que transita entre o 4-2-4 e o 4-4-2, valorizando muito os seguintes pontos:
- Liberdade criativa;
- Velocidade pelos lados;
- Ocupação constante do centro do ataque.
Os princípios de jogo da atual Seleção Brasileira busca as trocas de passes curtos e a aproximação, sustentando a saída de bola com o recuo do lateral.
O ataque do Brasil começa com os dois volantes se oferecendo como opção para passe. Sem um centro-avante fixo, o time joga buscando a abertura de espaço pelas laterais.
No momento defensivo, o time alterna entre um bloco compacto (com os pontas fechando bem as laterais) e uma pressão alta pós-perda.
Qual a formação do Brasil?
Nos últimos amistosos contra europeus, o Brasil entrou em um 4-2-4 contra a França e uma espécie de 4-3-3 contra a Croácia.
Carlo Ancelotti gosta muito da escalação 4-2-4, mas pode fazer pequenas variações ao longo dos jogos.
A mudança foi mais pela perda de alguns jogadores do que por convicção tática. A ideia é mesmo que Ancelotti use o seu 4-2-4 durante a Copa do Mundo.
Pontos fortes do Brasil
Talento individual
Por mais que o Brasil esteja longe dos tempos áureos de craques (e seja bastante criticado por isso), o time ainda tem bons talentos individuais.
E isso não fica preso somente ao ataque. Nomes como Magalhães e Marquinhos são destaque nos campeonatos europeus, bem como Casemiro e Bruno Guimarães.
Na frente, o Brasil ainda tem nomes fortes como Vini Jr. e Raphinha, além do talento de Neymar.
Portanto, a Seleção Brasileira não é mais a mesma, mas ainda conta com talentos individuais que podem fazer a diferença em campo.
A liberdade ofensiva
O esquema 4-2-4 de Ancelotti quebra um pouco da tática tradicional do 4-4-2 ou do 4-3-3 muito usado pelo Brasil em Copas.
Na formação atual, até jogadores ditos como atacantes (como Raphinha e Matheus Cunha) voltam para o meio em busca de criação de jogadas.
Quando isso tá bem acertado, o time consegue ter fluidez e liberdade ofensiva à frente, permitindo uma movimentação rápida que pode fazer a diferença em jogos grandes.
A experiência de Carlo Ancelotti
O treinador italiano é um dos maiores nomes da história do esporte, com títulos nacionais e continentais por clubes.
Em sua primeira experiência em seleção, Ancelotti traz bastante da bagagem europeia que tanto se pedia na Seleção Brasileira.
Após um ciclo marcado por trocas questionáveis de treinadores, Ancelotti parece ter trazido paz para a Seleção Brasileira ir pra copa.
Pontos fracos do Brasil
Dependência da intensidade física
O esquema 4-2-4 que Ancelotti gosta de usar pede uma entrega física muito forte, principalmente para fazer o perde-pressiona no ataque.
Além disso, com o avanço dos laterais na construção ofensiva, o time pode sofrer com transições rápidas, principalmente nas costas dos pontas que precisam fechar as laterais.
Portanto, o Brasil é muito dependente do vigor físico para a movimentação e para o preenchimento de espaços.
Falta de um 10
O Brasil vai para a Copa sem um 10 clássico. Por mais que alguns jogadores possam preencher o local do campo, falta um organizador mais técnico para o time.
Assim, o Brasil não tem a opção de alternar para um jogo mais pensativo, usando um camisa 10 para criar jogadas e raciocinar o jogo.
O Brasil é muito dependente da velocidade e do físico para a construção de espaços. Não ter um organizador no meio-campo para buscar opções sem acelerar a correria pode fazer falta.
Queda emocional em jogos grandes
Os jogadores brasileiros têm sido altamente criticados pela queda emocional em jogos decisivos.
Nas últimas copas, o time foi eliminado por adversários considerados inferiores, justamente também por problemas de queda abrupta de rendimento.
A pressão constante em cima do elenco é inerente à uma seleção tão campeã, mas pode pesar contra si mesma.
Conheça o time do Brasil
Lista de convocados do Brasil
O Brasil já liberou a lista de convocados. Confira:
Ancelotti fez convocação oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.
Goleiros
- Alisson (Liverpool, Inglaterra, 33 anos)
- Ederson (Fenerbahçe, Turquia, 32 anos)
- Weverton (Grêmio, Brasil, 38 anos)
Defensores
- Wesley (Roma, Itália, 22 anos)
- Danilo (Flamengo, Brasil, 34 anos)
- Alex Sandro (Flamengo, Brasil, 35 anos)
- Douglas Santos (Zenit, Rússia, 32 anos)
- Marquinhos (PSG, França, 32 anos)
- Gabriel Magalhães (Arsenal, Inglaterra, 28 anos)
- Bremer (Juventus, Itália, 29 anos)
- Léo Pereira (Flamengo, Brasil, 30 anos)
- Roger Ibañez (Al-Ahli, Arábia Saudita, 27 anos)
Meio-campistas
- Casemiro (Manchester United, Inglaterra, 34 anos)
- Bruno Guimarães (Newcastle, Brasil, 28 anos)
- Fabinho (Al-Ittihad, Arábia Saudita, 32 anos)
- Danilo Santos (Botafogo, Brasil, 25 anos)
- Lucas Paquetá (Flamengo, Brasil,
Atacantes
- Luiz Henrique (Zenit, Rússia, 25 anos)
- Raphinha (Barcelona, Espanha, 29 anos)
- Matheus Cunha (Manchester United, Brasil, 26 anos)
- Rayan (Bournemouth, Inglaterra, 19 anos)
- Vinícius Jr. (Real Madrid, Espanha, 25 anos)
- Gabriel Martinelli (Arsenal, Inglaterra, 24 anos)
- Endrick (Real Madrid, Espanha, 19 anos)
- Igor Thiago (Brentford, Inglaterra, 24 anos)
- Neymar (Santos, Brasil, 34 anos)
Neymar Jr.: o talento para jogar em alto nível
A maior surpresa da lista de Ancelotti foi a convocação de Neymar Jr., a primeira com o novo comandante à frente da Seleção Brasileira.
Neymar apareceu na lista final e chega em sua quarta copa com a camisa da Seleção Brasileira.
O jogador de 34 anos vem de anos com problemas físicos, mas entregando bons números pelo Santos. Só em 2026, foram 15 jogos, com 6 gols e 4 assistências.
Neymar é o maior artilheiro da história da Seleção, e com certeza a capacidade de decidir jogos pesou na escolha de Ancelotti.
Vinícius Jr. para desencantar na Copa?
O atacante de 25 anos já viveu momentos importantes na carreira, com duas Champions League como protagonista.
Apesar do ano fraco do Real Madrid, Vini Jr. vem com bons números e procura desencantar de vez com a camisa do Brasil.
Mesmo em uma temporada ruim do Real Madrid como um todo, Vini marcou 22 gols e deu 10 assistências em 53 jogos.
Pela Seleção Brasileira, Vinícius Júnior ainda precisa de boas partidas, visto que há uma desconfiança grande da torcida sobre o futebol dele com a Amarelinha.
Endrick como “o iluminado”
O jovem atacante do Real Madrid – agora de volta após empréstimo do Lyon – era dúvida, mas figurou na lista de Carlo Ancelotti.
Endrick fez ótimas partidas com a Seleção Brasileira, sendo convocado para a Copa do Mundo.
Isso porque, toda vez que entrou, Endrick conseguiu fazer boas atuações, com 15 jogos, 3 gols e uma assistência até aqui, mas isso com uma minutagem muito baixa por jogo.
Ao longo da temporada, misturando Real Madrid e Lyon, marcou 8 gols e deu 8 assistências em 24 partidas.
Rayan como a surpresa da lista
O jovem de 19 anos entrou na lista na prorrogação. Formado no Vasco da Gama, o atacante do Bournemouth marcou 5 gols e deu 2 assistências em 13 jogos na Premier League.
Rayan conseguiu a vaga para a Copa do Mundo após uma ascenção meteórica com a camisa do Bournemouth.
Esse desempenho recente motivou convocações para a Seleção Brasileira, e Ancelotti parece ter gostado do jovem.
Forte fisicamente e com muito faro de gol, Rayan pode ser uma das gratas surpresas para essa Copa do Mundo com a camisa do Brasil.
Odds e expectativas do Brasil para a Copa do Mundo de 2026
O Brasil não chega como o principal favorito para vencer a Copa do Mundo, e as melhores odds são de 9.00 na Sportingbet.
Por mais que não seja o top 1, o Brasil não é subestimado pelas casas de apostas, e está atrás apenas de Espanha, França e Inglaterra.
Nas ruas, o que se vê é diferente, e o brasileiro não parece tão confiante no título, mas o cenário muda quando a bola começa a rolar.
Análise dos concorrentes do Brasil no Grupo C
| Seleção | Como joga | Principal força | Principal fraqueza | Nível de ameaça ao Brasil |
|---|---|---|---|---|
| Marrocos | Compacto, reativo e muito disciplinado taticamente | Organização defensiva e transições rápidas | Dificuldade para propor o jogo em alguns cenários | Média |
| Escócia | Futebol físico, intenso e com muitos cruzamentos | Competitividade e força aérea | Limitações técnicas na construção ofensiva | Baixa |
| Haiti | Vertical, veloz e focado em contra-ataques | Velocidade e intensidade física | Fragilidade defensiva e pouca experiência internacional | Baixa |
| Brasil | Muito ofensivo, agressivo e móvel no 4-2-4 | Talento individual e força ofensiva | Espaços cedidos defensivamente nas transições | — |
O Brasil vai passar de fase na Copa do Mundo de 2026?
O Brasil é integrante do Grupo C, tendo Marrocos, Haiti e Escócia como adversários.
Para as casas de apostas, é o favorito para vencer o grupo, com odds de 1.16 na Betsson (mostrando que é muito favorito).
A tendência é que o Brasil passe em primeiro e se classifique sem dificuldades.
Quem pode dar um pouco de trabalho é o Marrocos, semifinalista do Mundial de 2022.
Vale a pena apostar no título do Brasil?
O Brasil não é a aposta mais segura para o mercado de longo prazo, já que tal posto está com a França.
Porém, o apostador precisa saber que o Brasil sempre tem algo a mais em Copas do Mundo. Não dá para ignorar uma camisa tão pesada.
Assim, vale a aposta no Brasil, mas é preciso entender o tamanho do risco, já que está atrás de outras favoritas.
Melhores apostas para apostar no Brasil na Copa do Mundo
- Não sofrer gols contra Haiti e Escócia
- Over 1.50 gols
- Mercado de escanteios
- Cartão amarelo para Casemiro
Jogos do Brasil (datas e horários)
- 31/05 – 18:30 – Brasil x Panamá – Amistoso
- 06/06 -19:00 – Brasil x Egito – Amistoso
- 13/06 – 19:00 – Brasil x Marrocos – Copa do Mundo – MetLife Stadium, East Rutherford (EUA)
- 19/06 – 21:30 – Brasil x Haiti – Copa do Mundo – Lincoln Financial Field, Philadelphia (EUA)
- 24/06 – 19:00 – Brasil x Escócia – Copa do Mundo – Hard Rock Stadium, Miami Gardens (EUA)


