Como a altitude interfere em uma partida de futebol

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Em jogos da Copa Libertadores, Copa Sul-Americana e nas eliminatórias para a Copa do Mundo, partidas na altitude são corriqueiras e os apostadores necessitam ter uma abordagem diferente do padrão para analisar os jogos. Na altitude, a distância percorrida por um jogador é menor, se comparada a uma performance a nível do mar. E um das das razões é a queda de intensidade geral da partida, porque naturalmente os atletas dosam o ritmo para não gastar muita energia.

No segundo tempo, os jogos costumam ser bem cadenciados e começam a aparecer buracos entre os setores de defesa e ataque. Portanto, apostar em maior número de gols no segundo tempo em partidas na altitude pode ser uma boa estratégia, dependendo das circunstâncias do jogo.

Em cidades como La Paz, na Bolívia, onde a altitude é de 3.660 metros acima do nível do mar, a capacidade física em esportes de alto rendimento é reduzida em até 28%. De acordo com Thaís Russomano, especialista em Medicina Aeroespacial da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a quantidade de oxigênio no ar em La Paz é 36% menor que a em um estádio que fica próximo ao nível do mar.

“Todo o organismo sente a queda da oferta de oxigênio. Para não perder rendimento, os atletas precisariam passar cerca de 30 dias se aclimatando com a nova altitude”, explica Thaís.

Na altitude, o nosso organismo acaba produzindo mais ácido láctico e consequentemente os músculos se cansam rapidamente. Além disso, por conta da baixa pressão atmosférica, muitos jogadores passam mal e chegam a ter dores de cabeça e falta de ar, principalmente — não por acaso, muitos atletas utilizam balão de oxigênio no intervalo das partidas. Em 2019, por exemplo, quando o Flamengo encarou o San José, em Oruro (altitude de 3,7 mil metros), na Bolívia, o rubro-negro carioca levou sete balões de oxigênio por conta da altitude boliviana.

Times mandantes levam vantagem na altitude

Em 2007, o matemático Patrick E. McSharry, a Universidade de Oxford, divulgou uma pesquisa muito interessante sobre a vantagem dos mandantes na altitude. Ele analisou os resultados de dez seleções sul-americanas no período de 1900 a 2004, em que foram avaliados 1.460 confrontos na altitude.

Nesse período, ele chegou à conclusão que a Bolívia venceu seus jogos com média de 2,18 gols por partida e uma vantagem de 1,48 gols em confrontos contra seleções de países que estão acostumadas a jogar partidas próximas ao nível do mar.

“A probabilidade de que uma equipe vença em seu próprio estádio quando joga contra uma equipe de país de mesma altitude é de 0,537″, aponta o estudo.

“Mas se, por exemplo, a equipe da Bolívia jogasse em La Paz contra o Brasil, esta probabilidade subiria para 0,825. No entanto, se a partida entre Brasil e Bolívia for no Rio de Janeiro, a probabilidade de que o Brasil ganhe é de apenas 0,213”, destaca.

Portanto, fica claro e nítido que as equipes visitantes não acostumadas com a altitude sofrem para enfrentar times ou seleções em locais com muita altitude, como é o caso de La Paz e Oruro — ambas com mais de 3 mil metros acima do nível do mar.

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