A Bélgica chega para a Copa do Mundo vivendo uma clara transição de geração, saindo da famosa “ótima geração belga”.
O time não tem mais Eden Hazar e outros nomes que eliminaram o Brasil em 2018, e procura manter uma base competitiva ao misturar experiência com juventude.
De fato, a Bélgica não chega com o hype das últimas duas Copas, mas ainda se propõe a jogar pra cima e sonhar com o mata-mata da Copa.
Veja agora como os belgas chegam e o que esperar da seleção europeia!
Como a Bélgica se classificou para a Copa do Mundo?
A Bélgica conseguiu a vaga direta nas Eliminatórias da UEFA, ficando na liderança do grupo, apesar de alguns tropeços na campanha.
O time do francês Rudi Garcia foi o primeiro colocado do Grupo J, superando País de Gales, Macedônia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein.
A Bélgica fez uma boa campanha nas Eliminatórias e se classificou para o Mundial sem grandes sustos.
Em 8 jogos, a Bélgica venceu 5 e empatou 3, passando ilesa sem derrotas, marcando 29 gols e sofrendo 7, um dos melhores ataques das Eliminatórias.
Realmente, a Bélgica mostrou uma boa organização nas Eliminatórias, deixando claro que Rudi conseguiu encontrar um caminho.
Campanhas decepcionantes em outros campeonatos
A Bélgica não fez uma campanha brilhante na Série A da UEFA Nations League, perdendo 4 jogos em 6 partidas disputadas.
O time precisou lutar contra o rebaixamento, vencendo a Ucrânia e permanecendo na elite do torneio europeu.
A Euro em 2024 também não foi das melhores. Por mais que tenha se classificado, o time perdeu para a França já no primeiro mata-mata.
Portanto, o ciclo da Bélgica não foi mágico, mas sim repleto de tropeços quando enfrentou as melhores seleções do mundo.
Chegada de Rudi Garcia
O ciclo da Bélgica começou com o italiano Domenico Tedesco, que sucumbiu à campanha ruim em 2024.
Para a vaga, a Bélgica contratou o francês Rudi Garcia, com passagens recentes por Napoli, Al-Nassr, Lyon e Marseille.
Rudi Garcia chegou no meio do ciclo e levou a Bélgica para a Copa do Mundo.
A busca da federação foi por um treinador mais experiente, justamente com o objetivo de segurar a troca de geração, ainda com competitividade.
A sensação geral na imprensa europeia – e na torcida – é que Rudi Garcia conseguiu dar ritmo competitivo para os belgas.
Como a Bélgica joga?
A Bélgica de Rudi Garcia tenta trazer de volta uma característica forte da “ótima geração belga”: intensidade ofensiva.
É claro que é um time menos plástico do que foi em 2018, apostando mais em uma maneira vertical de atacar do que na paciência com a bola nos pés em ciclos anteriores.
A equipe trabalha para acelerar rapidamente as jogadas após recuperar a bola, buscando espaço para colocar em jogo os bons nomes que a seleção ainda tem.
Os destaques da Bélgica são:
- Construção ofensiva com participação de zagueiros e volantes na saída de bola;
- Transições rápidas imediatamente após recuperar a bola;
- Pressão sem bola para construir a jogada a partir da recuperação no terceiro espaço do campo.
Qual a formação da Bélgica?
Nos últimos amistosos, como aquele contra o México, o treinador usou uma formação 4-2-3-1, por mais que alguns jogadores não irão para a Copa.
Contra os EUA, na vitória por 5×2, Rudi Garcia usou a mesma formação, apostando bastante nas saídas pelos lados de Saelemaekers e Doku.
A Bélgica usou a mesma formação nos últimos 2 amistosos, apesar de variar os jogadores.
Outra boa vantagem que a Bélgica tem é a volta de Courtouis, um dos melhores goleiros do mundo e que será titular na Copa do Mundo de 2026.
Pontos fortes da Bélgica
Qualidade técnica
Por mais que não tenha os mesmos nomes de 2018, ainda mantém bons jogadores do meio pra frente, como o caso de Kevin De Bruyne.
A qualidade entre linhas favorece a movimentação de jogadores como Trossard e De Ketelaere, criando perigo quando aproxima os meias dos pontas.
O treinador Rudi Garcia dá total liberdade para a troca de posições no ataque.
Velocidade na transição ofensiva
A Bélgica é uma das seleções mais perigosas quando acha algum espaço para atacar em velocidade.
O time realmente acelera o jogo após recuperar a bola, usando muito a explosão de Doku pelos lados e os passes verticais de Kevin De Bruyne.
Quando joga contra linhas altas, a Bélgica tem ainda mais facilidade para chegar ao gol com poucos toques.
Pressão ofensiva sem bola
O maior objetivo da Bélgica é roubar a bola com velocidade, por isso o time se coloca a ser mais agressivo na busca pela recuperação.
Para isso, a Bélgica avança as linhas para pressionar mais alto, trazendo seus volantes já para o campo do adversário.
Pontos fracos da Bélgica
Vulnerabilidade defensiva nas transições
A subida para roubar a bola no ataque pode gerar problemas, ainda mais quando os laterais avançam em linhas altas.
Isso dá espaço nas costas da defesa, o que favorece a vida de seleções rápidas e fortes fisicamente.
Dependência criativa de Kevin De Bruyne
Apesar de ter bons nomes, a Seleção Belga ainda é muito dependente de Kevin De Bruyne, o principal cérebro do time.
Quando o meia é bem marcado, não consegue acelerar o jogo e derruba a capacidade de criação ofensiva da Bélgica.
Oscilações emocionais em jogos grandes
A Bélgica sofreu muitas críticas sobre o controle emocional em partidas decisivas, sobretudo em momentos de pressão.
O novo time da Bélgica oscila bastante dentro dos jogos, perdendo intensidade defensiva e desorganizando o ataque.
Conheça o time da Bélgica
Lista de convocados
Bélgica lançou a lista de convocados para a Copa do Mundo no formato de álbum escolar.
A Bélgica já publicou oficialmente a lista de convocados para a Copa do Mundo. São eles:
Goleiros
- Thibaut Courtois (Real Madrid, Espanha, 34 anos)
- Senne Lammens (Manchester United, Inglaterra, 23 anos)
- Mike Penders (RC Strasbourg, França, 20 anos)
Defensores
- Timothy Castagne (Fulham, Inglaterra, 30 anos)
- Zeno Debast (Sporting, Portugal, 22 anos)
- Koni De Winter (Milan, Itália, 23 anos)
- Brandon Mechele (Club Brugge, Bélgica, 33 anos)
- Arthur Theate (Frankfurt, Alemanha, 25 anos)
- Maxim De Cuyper (Brighton, Inglaterra, 25 anos)
- Thomas Meunier (Lille, França, 34 anos)
- Nathan Ngoy (Lille, França, 22 anos)
- Joaquin Seys (Club Brugge, Bélgica, 21 anos)
Meio-campistas
- Kevin De Bruyne (Napoli, Itália, 34 anos)
- Amadou Onana (Aston Villa, Inglaterra, 24 anos)
- Nicolas Raskin (Rangers, Escócia, 25 anos)
- Youri Tielemans (Aston Villa, Inglaterra, 29 anos)
- Hans Vanaken (Club Brugge, Bélgica, 33 anos)
- Axel Witsel (Girona FC, Espanha, 37 anos)
Atacantes
- Charles De Ketelaere (Atalanta, Itália, 25 anos)
- Mathias Fernandez-Pardo (Lille, França, 21 anos)
- Jeremy Doku (Manchester City, Inglaterra, 23 anos)
- Romelu Lukaku (Napoli, Itália, 33 anos)
- Alexis Saelemaekers (Milan, Itália, 26 anos)
- Leandro Trossard (Arsenal, Inglaterra, 31 anos)
- Dodi Lukebakio (Benfica, Portugal, 28 anos)
- Diego Moreira (RC Strasbourg, França, 21 anos)
Kevin De Bruye: cérebro e craque do time
Mesmo aos 34 anos de idade, Kevin De Bruyne chega como o principal jogador time, em uma boa temporada pelo Napoli, apesar das lesões.
Mesmo veterano, Kevin De Bruyne é o principal jogador da Bélgica e responsável pela maior parte das criações ofensivas do time.
Com a camisa do time italiano, marcou 5 gols e deu 3 assistências em 19 jogos, abaixo do que se espera, mas um bom desempenho para quem sofreu com problemas físicos.
Pela Bélgica, jogou 8 jogos no último um ano e meio, com 6 gols e 1 assistência, sendo fundamental para o esquema da Bélgica centrado em construções a partir do meio-campo.
Curouis: o goleiro histórico
Apesar de ficar fora das últimas convocações por conta de lesão, Courtois está de volta e confirmado para a Copa.
O goleiro Courtois ainda é muito importante para a Bélgica, sendo decisivo em qualquer campanha de copa que se imaginar.
O ano do Real Madrid foi decepcionante e problemático, mas o goleiro continuou fazendo partidas mágicas, ainda que sofrendo por lesões.
Courtois é sempre muito decisivo para a Bélgica, e toda vitória vai passar por ele.
De Cuyper como grande aposta
O jogador de 25 anos atua na lateral-esquerda e foi um dos principais nomes do Brighton na Premier League, dando muitas assistências nas últimas partidas.
O jovem lateral chega com potencial para mudar a construção ofensiva do time.
Tudo indica que o lateral será titular, e deve dar muita movimentação para as saídas ofensivas da Bélgica.
Odds e expectativas da Bélgica para a Copa do Mundo 2026
A Bélgica não chega como favorita para a Copa do Mundo, até menos do que foi em 2018 e em 2022. As melhores odds para o título belga são de 35.00 na betsson.
De fato, a seleção não é uma completa azarã como os casos de Japão e Costa do Marfim, mas está distante de outras seleções como França e Espanha.
A Bélgica vai avançar para o mata-mata?
A Bélgica integra o Grupo G, contra Nova Zelândia, Irã e Egito. Assim, é a plena favorita para ficar com o primeiro lugar do grupo.
Tanto é que as odds são de 1.40 na Sportingbet para o time vencer o Grupo G, e seria uma grande zebra se a Bélgica ficasse de fora nesta primeira fase.
Portanto, são apostas bem seguras entrar nos mercados de classificação e até de vitória no Grupo G.
A Bélgica pode chegar na final?
No mata-mata, a Bélgica pode cair do lado da chave com Brasil, França e Portugal, o que reduz bastante as chances de chegar em uma final.
É uma aposta bem insegura a Bélgica chegar na final e mais ainda vencer o título. A tendência é ficar pelo caminho nas oitavas ou nas quartas.
Melhores mercados de apostas para a Bélgica na Copa do Mundo
- Vitória em todos os jogos
- Over 1.5 gols em todos os jogos
- Gol ou assistência de Kevin De Bruyne
- Gol de Lukaku
Jogos da Bélgica (datas e horários)
- 02/06 – 13:00 – Croácia x Bélgica – Amistoso
- 06/06 – 10:00 – Bélgica x Tunísia – Amistoso
- 15/06 – 16:00 – Bélgica x Egito – Copa do Mundo – Lumen Field, Seattle (EUA)
- 21/06 – 16:00 – Bélgica x Irã – Copa do Mundo – SoFi Stadium, Inglewood (EUA)
- 27/06 – 00:00 – Nova Zelândia x Bélgica – Copa do Mundo – BC Place, Vancouver (Canadá)


